Dialogar não é coisa do passado: Ei você!! Vamos conversar?



Vivemos em um mundo competitivo, diferenciado, cheio de inovações e ao mesmo tempo muito veloz. O dia tem 24hrs, mas parece que ainda é pouco para realizar tantas atividades e obrigações que nos é dado e mesmo assim um dia tão longo torna-se curto que ainda esquecemo-nos de momentos importantes que não podem esperar tanto.
 O nosso dia-a-dia é muito agitado é transportes circulando, pessoas apressadas para chegar a determinado lugar, barulhos contínuos e essa mesma rotina prossegue dia após dia passo a passo. Mas será que não falta nada? Será que com tanta correria ainda sobra tempo para o diálogo? Com tantas inovações tecnológicas o “diálogo oral”, cara a cara foi substituído pelo “diálogo virtual” onde as pessoas se prendem a uma tela e a um teclado para finalmente conversarem. E assim volto à pergunta: Será que não falta nada?
 O ser humano não pode viver solitário, ele precisa conviver em “bando” (com outras pessoas) para socializar. Visto que, não estou tentando impedir o “diálogo virtual” porque também faço, mas refletir que existem pessoas que não escutam ao menos uma palavra de ajuda. Será que conseguimos repassar nossas verdadeiras emoções, sentimentos, conhecimentos, segredos, conselhos através de uma tela? Acredito que não, mas cada um tem sua resposta. Aquela conversa  entre as famílias dos pais para com os filhos de todos reservarem um tempinho para sentar e dialogar saber como foi seu dia, seus aprendizados, suas dificuldades, o que você quer falar, pedir um conselho... Os jovens também pouco interagem fisicamente entre si... Uns dizem que é a falta de tempo. Observe a frase a seguir e pense: “Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos” (Papa Francisco), essa fase diz tudo.
 Estamos muito atarefados e sem tempo! É o que muita gente diz e assim a “bola de neve” vai aumentando. Pai, mãe e filhos, conversem! Repassem os ensinamentos da família. As vezes você pode ter um pensamento de que seu lar está perfeito, quando na verdade não está. Veja a passagem de (Provérbios 11-14) “Sem liderança, o povo se arruína; e com muitos conselheiros se salva”. Famílias, se vocês estão com algum problema conversem não deixem o trabalho, os afazeres tomarem todo seu espaço, porque os afazeres acabam e quem vai está ali para lhe amparar é a sua base e se ela não estiver ativa, todos desmoronam. Não permita que uma tela virtual seja seu ombro de desabafo, pois nem sempre quem está por traz é seguro.
 A família unida é capaz de preencher todos os vazios que o mundo deixa, torna-se firme contra as ciladas do inimigo, um levantando o outro, todos felizes, não somos perfeitos, mas nossos erros podem consertar. Enfim, ah Senhor quem sabe um dia as famílias possam espelhar no modelo da Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José.


Autoria: Carol Rodrigues
Estudante em Pedagogia  pela FUNESO, 
Jovem da Fraternidade de Jovens
do movimento católico Discipulado de Jesus Cristo
 Extensão Palmácia DJC












A vida feliz em Santo Agostinho

Após a conversão, o jovem Agostinho vive um momento significativo em sua vida. Esse momento é marcado por um diálogo marcante do qual partiriam análises filosóficas acerca da busca de conhecer o Deus-Verdade-Sabedoria-Beatitude e a alma. Mas o cerne desse diálogo “A vida feliz” está justamente na discussão sobre o problema da felicidade.
Os filósofos antigos, grande parte, se dedicavam à filosofia como caminho que conduz à felicidade. Essa mesma busca norteia o jovem Agostinho na procura da felicidade, e o seu contato com a filosofia, muito colaborou para sua abertura no percurso desse caminho, por isso, dentre os Padres da Igreja, ele merece destaque especial, pois sua vida e obra são verdadeiros testemunhos profundos e repletos de significados.
Depois de ter peregrinado caminhos tortuosos, na busca de respostas e na busca de amparo das suas inquietações interiores, o jovem Agostinho, colhe dessas experiências o que de bom pode se aproveitar delas. Ele tem consciência de que são caminhos desviados, mas que o ajudaram, a saber, que são tentativas frustradas e, sobretudo a buscar e a ir em direção ao verdadeiro caminho.
Na sua obra Confissões, Santo Agostinho logo no começo reconhece: “fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti”. 
E a discussão sobre a vida feliz entra em cena num momento da vida do Santo Bispo de Hipona em que já havia acontecido o processo de conversão. Daí porque o testemunho desse santo é tão vasto e grandioso, uma vez que, tendo vivenciado experiências distintas que não satisfizeram seus anseios na busca de Deus e da felicidade, mesmo que ele de forma direta não tivesse consciência disso, a partir do momento que conhece essa verdade, passa a testemunhá-la.
Para o Santo Bispo de Hipona, só é feliz quem possui a Deus e levando isso em conta, a felicidade está em conhecer o que se possui. A vida feliz está em conhecer a Deus na perspectiva cristã da santíssima trindade: o Pai que é quem guia até à Verdade; o Filho de qual Verdade gozamos; e o Espírito Santo que gera a união.
O diálogo filosófico termina teologicamente, ou seja, após toda a discussão sobre a busca pela felicidade e no que consiste a felicidade, e convictos de que a vida feliz se encontra em Deus, Agostinho, sua mãe e os convidados para a festa de aniversário, terminam invocando a trindade e reconhecendo nela a plenitude de uma vida feliz.

Referências:
Santo Agostinho. Solilóquios. Paulus: São Paulo, 2014.
Santo Agostinho. A vida feliz. Paulus: São Paulo, 2014.
Santo Agostinho. Confissões. Paulus: São Paulo, 2013.









Felipe Augusto Ferreira Feijão
Pre-Postulante da Fraternidade de Aliança DJC
Estudante de Filosofia na Faculdade Católica de Fortaleza
Articulador do Discipulado de Jovens- Antonio Bezerra

As provas na caminhada

É muito comum em nossa vida passarmos por momentos difíceis, seja pela questão financeira, seja por medos, angustias até mesmo pessoais, tristezas. Quem nunca passou? Sabe, quando começamos a buscar os caminhos de Deus, é percebível que aparecem inúmeras situações que querem nos afastar, que tenta desnortear nossos pensamentos. São as provações de vida, daí vêm às perguntas:                                   
- Mas porque estou passando por isso?
- Por que tenho que sofrer tanto assim?
- Eu já não aguento mais, estou sem forças!                     
Na busca da “fuga” do problema muitos irmãos acabam desanimando na caminhada e às vezes caindo nas tentações do mundo, Vejo diariamente em noticiários pessoas que no momento de desespero acabam tirando sua própria vida. Isso é assombroso, pois não temos o direito de tomar tal decisão saiba que a vida nos foi dada por Deus e só ele pode tirá-la, ninguém nesta terra tem o direito de tirar aquilo que Deus deu a cada um dos seus filhos.
 Muitos dizem acreditar que para esquecer os problemas é recomendável “encher a cara”, chegando a trocar a mesa de um lar por uma mesa de um bar. Creio que seja uma alegria de fachada visto que no fim acabam perdendo tudo que tem, retornando assim com um vazio interior totalmente desgastado e sem a alegria completa. São inúmeras as situações que podem vir a aparecer em nossa vida que nos machuca que atinge nossa estrutura pessoal, e facilmente gera duvidas sobre o que realmente estamos seguindo. Persista, veja a passagem de (“Tiago 1, 2-4”).
Mas quem disse que seguir a Jesus seria fácil? Mas não é impossível. O inimigo não quer que sigamos o caminho de Deus ele se enfurece ao ver os filhos, os servos, ou até mesmo aquela “ovelha perdida” retornar a casa do pai. Quando isso acontece ele tenta de varias formas nos atacar, para que a qualquer descuido venha habitar em nossos pensamentos e atitudes. Irmãos, Jesus também foi tentado veja a passagem de (“Mateus 4, 1-11”). É notável que em meio a tantas induções do tentador Jesus resistiu e suas respostas eram baseadas através da obediência a palavra e a Deus. O mesmo escudo na qual Jesus usou em resistência ao inimigo foi deixado na terra para que seus filhos tenham as respostas certas e sejam protegidos das ciladas do mundo.


Então se você está vivendo em sua vida esse momento difícil, tenha calma, paciência, resista porque assim como nós somos tentados todo dia o filho de Deus também foi e venceu pela fé. O seu problema não é maior que você (“I Coríntios 10, 13”), saiba que o pai nunca vai permitir uma situação que você não possa resolver. Todos nós somos tentados, e provados dia após dia, cabe a nós mesmos recorrer a Deus e pedir para que segure em nossa mão e nos ajude a atravessar a tempestade da vida, pois muitas vezes o nosso barquinho é pequeno demais e já está lotado de bagagens pesadas da vida em meio a grandes tempestades. Mas para quem tem fé nada é impossível, e quem acredita que em Deus tudo consegue encontra a vitória esperada e as forças renovadas para que continue na evangelização fortalecida com a armadura de Deus e livres de todas as ciladas do mundo.

 Graça e Paz!



Carol Rodrigues
(Estudante de Pedagogia pela FUNESO,
 Jovem da fraternidade de Jovens 
do Movimento Católico Discipulado de Jesus Cristo
- extensão Palmácia).